Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja/Igreja de Santo Amaro Monumento Nacional
Localiza-se próximo do castelo mas na zona extra-muros. Trata-se de uma igreja basilical, cuja fundação remonta à Alta Idade Média. Apesar de ter sofrido diversas alterações ao longo dos séculos conserva ainda parte da nave central.
Actualmente acolhe o Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja, cuja colecção de elementos arquitectónicos constitui o mais importante conjunto conhecido no território nacional. A sua existência justificou a classificação da cidade de Beja como capital do Visigótico em Portugal.
Castelo de Beja
Monumento Nacional
A sua reconstrução iniciou-se durante o reinado de D. Afonso III, a torre contudo seria terminada no reinado de D. Diniz. A Torre de Menagem constitui um dos melhores exemplos da arquitectura militar portuguesa. Divide-se interiormente em três andares, cujas salas são decoradas. Na sua parte exterior realçam-se a janela geminada, a janela de ferradura de tradição mudejar e um balcão circundado de matacães.
Salienta-se a particularidade desta torre ser construída em mármore.
Museu Regional de Beja/Convento de Nossa Senhora da Conceição
Monumento Nacional (apenas a Igreja)
O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi concluído por ordem dos primeiros duques de Beja, D. Fernando e D. Brites, pais da Rainha D. Leonor e do Rei D. Manuel. Sob o protectorado destes nobres foi um dos mais ricos conventos do Sul do país.
Nos finais do século XIX e inícios do século XX, a cidade de Beja foi palco de grandes destruições patrimoniais; deste antigo convento sobreviveu apenas a igreja, o claustro, a sala do capítulo e divisões adjacentes.
Presentemente encontra-se ali instalado o núcleo central do Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor) cujo espólio é composto por importantes colecções, destacando-se as de ajulejaria, arte sacra, pintura e arqueologia.
A Igreja da Misericórdia foi construída no séc. XVI. Trata-se de um exemplo ímpar da arquitectura renascentista de forte influência italiana, inspirada na famosa Loggia da cidade de Florença, sobressai a sua colunata sobre planta quadrada. Foi inicialmente projectada para açougues, contudo o seu impacto foi tão forte que rapidamente se considerou ser demasiado nobre para funcionar como mercado, adaptando-se rapidamente o edifício a igreja.
O seu mecenas foi o Infante D. Luís, terceiro Duque de Beja, que continuaria a obra de seus ancestrais, enobrecendo a cidade de Beja e dotando-a de importantes espaços.
Convento de S. Francisco
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos)
Situado fora das Muralhas, junto à antiga via que ligava Beja a Mértola, foi fundado no século XIII. Sofreu profundas alterações sobretudo no século XVIII, que praticamente lhe imprimiram o seu aspecto actual. De destacar a singularidade da Capela sua dos Túmulos, a Cisterna, as pinturas da Sala do Capítulo e o Coro Alto
Actualmente faz parte da rede da ENATUR - Pousadas de Portugal.
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos).
Colégio dos Jesuítas
Quem entra na cidade de Beja proveniente de Serpa, rapidamente observa este enorme edifício que marca a malha urbana.
Iniciaram-se as obras deste colégio no século XVII, mas, em 1759, a ordem jesuíta seria expulsa de Portugal, interrompendo-se a sua construção. Em 1770, por ordem do rei D. José, seria reinstaurado o bispado de Beja, sendo nomeado para este cargo D. Frei Manuel do Cenáculo. Em 1777 recomeçam as obras no sentido de recuperar o conjunto para Paço Episcopal. Com a chegada do novo bispo formou-se um dos mais importantes círculos intelectuais do sul do país. Entre outras actividades por ele desenvolvidas, destaca-se a recolha de uma extraordinária colecção de arqueologia, integrando actualmente alguns dos deus exemplares o acervo do Museu Regional de Beja.
Actualmente funcionam ali o Quartel da Guarda Nacional Republicana.
Arco Romano/ "Portas de Évora"
Monumento Nacional
O arco romano encontra-se anexado ao Castelo. Trata-se do único exemplo existente que testemunha a aplicação do modelo de cidade ideal romana, e que consistia na intersecção de duas vias principais orientadas no sentido Oeste - Este e no sentido Norte - Sul. A aplicação deste sistema resultava num espaço urbano geometricamente organizado. As Portas de Évora inseriam-se no eixo Oeste- Este.
Janela Manuelina
A janela manuelina da Rua Afonso Costa (ou Rua das Lojas) trata-se de um dos melhores exemplos deste estilo existente em Beja. A janela originalmente pertenceu a um edifício nobre que, infelizmente, foi destruído, sendo posteriormente colocada na actual casa.
Hospital da Misericórdia/ Hospital de Nossa Senhora da Piedade Monumento Nacional
Mandado construir pelo rei D. Manuel, foi um dos primeiros hospitais de estilo manuelino a ser construído em Portugal. Posteriormente, passaria para a Santa Casa da Misericórdia.
Destacam-se a fabulosa enfermaria decorada com arcos em ogiva, o claustro, a capela e a pequena farmácia.
Igreja de Santa Maria
Imóvel de Interesse Público
É uma das mais antigas igrejas de Beja e, segundo alguns autores, terá funcionado primitivamente como mesquita. Trata-se de um dos melhores exemplo do gótico alentejano. Preserva a estrutura gótica da ábside, sendo de realçar, ainda, a galilé, os altares barrocos e a "Árvore da Vida", representada numa capela lateral.
Janela de Mariana Alcoforado
O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi cenário da grande paixão de Mariana Alcoforado, a presumível autora das "Lettres Portugaises".
Pode visitar-se, no Museu Regional de Beja (convento de Nossa Senhora da Conceição) a famosa janela referenciada numa das suas cartas, através da qual sentiu, pela primeira vez, os efeitos da sua paixão avassaladora, pelo cavaleiro Noel Bouton, mais conhecido como Marquês de Chamilly.
"Passo" da rua da Ancha
Na rua da Ancha pode ver o altar que aí existe, constituído por uma mesa de altar, espaço reservado à pintura dos Passos e frontão encimado de cruz.
Trata-se de um "Passo" feito por António Nobre em 1675, retratando um dos episódios da Paixão de Cristo desde a condenação até à morte no Calvário.
Estes "Passos" ou pequeninas capelas serviam de local culto para os católicos que percorriam a via sacra, nove "Passos", como símbolo do sofrimento de Jesus.
Conservatório Regional do Baixo Alentejo
Edifício do século XVIII que conserva a fachada. Sofreu alterações profundas durante o século XX para adaptação ao Conservatório.
Arcadas da Praça da República
Arcadas manuelinas na Praça da República. Época da construcção século XVI
Local: Praça de República
Pelourinho de Beja
O pelourinho terá sido mandado construir por D. Manuel após a concessão do foral da Leitura Nova em 1521. À semelhança de outras obras régias da época, também neste pelourinho figuram os emblemas deste monarca, esfera armilar e cruz de Cristo em ferro. Após um percuso atribulado o pelourinho foi reconstruído no século XX segundo o modelo original.
Local: Praça da República
Ermida de Santo Estevão
Trata-se de uma das ermidas mais antigas de Beja, tendo sido fundada em finais do século XIII para jazigo do cavaleiro Estêvão Vasques. Em 1915 foi doado à Santa Casa da Misericórdia de Beja, tendo acabado por funcionar como celeiro. Em 1940 foi restaurado e reabriu ao culto. É uma capela de uma nave e capela-mor, totalmente abobadada, característica do gótico da época de D. Dinis, com notória influência franco-borgonhesa. No período barroco a fachada principal foi enriquecida e, no início do século XX foram introduzidos diversos elementos de carácter neo-gótico, nomeadamente, mobiliário.
Local: Largo dos Prazeres
Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres
Capela datada de 1672 composta por dois corpos distintos. A fachada simples não denuncia a riqueza artística do seu interior. Aqui encontra-se um dos mais importantes repositórios de arte sacra da cidade e um conjunto de azulejos com grande beleza, composto por painéis historiados de 1698 da autoria do pintor Gabriel del Barco. O corpo da igreja encontra-se revestido por talha barroca e azulejos do século XVIII.
Local:Largo dos Prazeres
Arco dos Prazeres
Arco que se abriu em tempo indeterminado, mas posterior ao século XVI, constituído por arco pleno, duplas molduras, alterada em tempos recentes na base para facilidade de movimento rodoviário e que foi salvo da destruição pelo poeta Mário Beirão.
Local: Rua do Arco dos Prazeres
Janela de Rótulas
Janela setecentista em madeira, designada como janela de rótulas ou de reixa.