Câmara Municipal de Beja

História


PAX JULIA - Uma retrospectiva histórica

A importância histórica do Pax Julia é, para a cidade de Beja, indiscutível. Durante décadas muitas foram as manifestações culturais que aqui tiveram lugar, muitas foram as pessoas que pisaram este palco e muitas serão, seguramente, as histórias para contar.
Nesta recolha, pretende-se reorganizar parte da vida do Pax Julia através de documentos, fotografias e artigos de jornais que, apresentados desta forma, podem reconstituir, igualmente, uma parte da história de Beja.

 

1ª Fase: (1862) 1928 - 1950


Em meados do século XIX existia em Beja uma intensa actividade cultural reflectida pelo número de locais de apresentação de espectáculos que existiam na cidade - chegaram a ser 4! Nenhum deles possuía instalações adequadas para o efeito, mas, mesmo assim, por Beja passaram diversos artistas de renome como por exemplo: o actor Taborda. Foi da necessidade de construir nesta cidade um local digno para recepção aos artistas que um grupo de ilustres habitantes criou a Sociedade Teatral Bejense que haveria de angariar fundos e levar a cabo a construção de um Teatro. Os fundadores da Sociedade foram os Srs. Visconde da Corte, José Manuel Guedes Pimenta, António José de Carvalho, José Maria d' Almeida Garcia Fidié e José Maria Correia.


1 - 21 de Dezembro de 1862: A Sociedade arrematou em hasta pública duas propriedades (Hospício e Igreja de Stº António) que pertenciam ao Convento da Conceição. Os prédios foram demolidos e nesse local seria feita uma nova construção.

 

2 - 25 de Agosto de 1866: Início das obras para a construção do Teatro.

 

3 - 1876: Estatutos da Sociedade Teatral Bejense.

 

4 - 1917: Realização de uma assembleia-geral para decidir o nome a dar ao teatro. Surgiram várias propostas: Gil Vicente, Castilho, Garret, D. João da Câmara e Teatro Bejense. A proposta mais votada foi a última, mas depois de alguma troca de impressões os accionistas acordaram no nome de Pax Julia.


Passou-se da Monarquia à República e passar-se-iam ainda alguns anos até à conclusão da obra. Vários foram os motivos apontados para esta demora, mas o mais importante foi a falta de fundos. Sabe-se que foram feitas várias récitas no Theatrinho do Sr. Souza Porto a favor da conclusão do Pax Julia e sabe-se, inclusivamente, que os protagonistas das peças apresentadas eram os próprios accionistas da Sociedade Teatral Bejense. Existem referências ao facto do edifício, ainda inacabado, ter sido alugado para estância de madeiras. Sendo esta uma situação incomportável, as autoridades da época intimaram os accionistas a procederem à conclusão do Teatro ou a entregá-lo às autoridades. A Sociedade Teatral Bejense encontrou uma solução!


5 - Setembro de 1926: Possibilidade de negociação entre a Sociedade Teatral Bejense e a Castelo Lopes, Lda. para concessão do Teatro Pax Julia que não se encontrava concluído. Esta empresa pretendia construir um novo teatro na Rua Capitão João Francisco de Sousa pelo que a Sociedade lhe propôs a concessão do Pax Julia por um preço justo sendo que a Castelo Lopes terminaria a obra e exploraria o Teatro por um período de, aproximadamente, vinte anos.

 

6 - 24 de Novembro de 1926: foi lavrada a escritura de arrendamento à Castelo Lopes, Lda. no notário Dr. Mário Rodrigues, em Lisboa.

 

7 - 14 de Abril de 1927: 1ª Visita de Almeida Ribeiro Castelo Lopes e Amadeu Castelo Lopes acompanhados do Eng.º Eloi Moniz e do electricista Arnaldo de Abreu. Início da instalação eléctrica e montagem da cabine cinematográfica previsto para 19 de Abril tal como a pintura geral - foi escolhida a cor Creme. Data prevista para a abertura: Junho de 1927.

 

8 - 9 de Setembro de 1927: Carta dactilografada assinada por Marcos Adriano da Silva Bentes dirigida à Castelo Lopes sugerindo para o espectáculo de abertura a peça Soror Mariana - A Freira de Beja de Rui Chianca e que no início se toque o Hino de Beja que havia sido composto há 1 século.

 

9 - 7 de Setembro de 1928: Visita dos jornalistas do jornal Ala Esquerda ao Pax Julia. Estaria pronto a funcionar, excepto o palco que ainda não se encontrava montado. O custo da instalação eléctrica foi de 200 mil escudos. A Lotação do Teatro era de 400 Lugares de Plateia, 22 frisas com 5 lugares cada uma, 18 camarotes com 5 lugares cada um, 83 fauteilles (cadeiras) de balcão e 300 lugares de geral. Total: 980 lugares. Inauguração prevista para o princípio de Outubro. A demora é justificada pela falta do transformador eléctrico para a iluminação encomendado na Alemanha.

 

10 - 19 de Dezembro de 1928: INAUGURAÇÃO! Companhia dramática de Ilda Stichini apresentou as peças Simone, O Centenário e Os Mosquitos. Outros actores da Companhia eram Luz Veloso, Rafael Marques, Gil Ferreira, Joaquim d' Oliveira, Luiz Filipe, Maria Carlos e Maria Emília. Na época chamaram ao Pax Julia Palácio Luz porque tinha no palco 650 lâmpadas com 14790 watts. Existiam cenários próprios do teatro: casa pobre, sala rica, vista de bosque e vista de jardim que foram confeccionados por Amâncio e Rendas Serra que tinham atelier no Teatro Politeama, em Lisboa. A Filarmónica Capricho desfilou pelas ruas da cidade e tocou o Hino de Beja à porta principal do Pax Julia. Lançaram-se muitos foguetes. As portas do Teatro foram abertas às 21h e a lotação esgotou por completo. Preço da finalização da obra: 400 mil escudos.

 

11 - 29 de Fevereiro de 1929: Notícia da actuação da cantora popular Adelina Fernandes no dia 27 de Fevereiro. Lotação esgotada.

 

12 - Agosto de 1929: Filmes exibidos desde a abertura do Pax Julia até à data: Reis dos Reis, Amor de Perdição, Mercado do Amor, D. Juan, A Desforra, Os Cadetes do Tzar, Noite de Amor, Os Amores de Manon, Orquídea a Dançarina, Hussards da Rainha, Sinal do Zorro, O Circo, O Pirata Negro, Victoria, A Rosa da Califórnia, D. X Filho do Zorro, O Cavaleiro Misterioso (episódios), A Destruição, A Quimera do Ouro, Glória de Pamplinas, Miguel Strogoff, A Dama das Camélias, Ressureição, Ramona, Poeta e Aventureiro, Flor do Deserto, Hotel Imperial, Homem Mosca, O Poder da Paz, O Invencível Jess James, O Belo Gesto, Recrutas Bombeiros, Tortura da Carne, Asas, Fragata Invicta, Vénus Americana.

 

13 - 22 de Agosto de 1929: Grande sucesso do filme Napoleão com Albert Dieudonné.

 

14 - 19 de Dezembro de 1929: 1º ANIVERSÁRIO. Cronologia dos espectáculos apresentados ao longo do ano: 19, 20, 21 e 22 Dezembro -  Ilda Stichini; 13, 14, 15 e 16 de Janeiro - Alves da Cunha; 27, 28 e 29 de Abril e 21 de Maio - Auzenda de Oliveira; 18 de Maio: alunos da Escola Industrial e Comercial Gabriel Pereira de Évora; 16 de Junho - Orfeão Cetóbriga. 28, 29 e 30 de Junho - Lucília Simões. 4 e 5 de Agosto: Carlos de Oliveira. 24 a 27 de Agosto: Companhia Satanela/Amarante. 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro: Cremilda de Oliveira. No aniversário actuou a Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro que apresentou as peças: Topaze, Romance e O Caso do Dia.

 

15 - Março de 1930: Atuação de Chaby Pinheiro. O Teatro esgotou a lotação e ficaram 150 pessoas à porta do Pax Julia, sem bilhete.

 

16 - 5, 6 e 7 de Abril 1930: Atuação da Companhia Esther Leão/Alexandre de Azevedo interpretando as peças A Ameaça, O Comboio Fantasma e O Processo de Mary Dugan.

 

17 - Maio de 1930: Ilda Stichini de novo no Teatro. Para além de actuar foi homenageada tendo-lhe sido lida e entregue uma mensagem de saudação. Foi igualmente descerrada uma lápide em mármore para assinalar a inauguração do Teatro.


Durante alguns anos, o Pax Julia funcionou sem problemas sendo o cinema o pilar da sua programação que, de tempos a tempos, era enriquecida pela vinda de Companhias Teatrais e Músicos de renome nacional.

18 - Janeiro de 1938: Notícia da exibição do 1º filme em tricolor no dia 16 de Janeiro de 1946: Pirata Bailarino com Steffi Duna e Charles Collins.

 

19 - 21 de Junho 1938: Orfeão Tomaz Alcaide de Estremoz actua no Pax Julia. O tenor deslocou-se, de propósito, a Beja para assistir ao espectáculo. Foi um dia de Festa com recepção nos Paços do Concelho e oferta de Porto de Honra, desfile com a Banda Filarmónica da Capricho e lançamento de foguetes.


No período de 1939/45 (II Guerra Mundial) apenas encontramos notícia de iniciativas organizadas por estruturas do Estado Novo no ano de 1941.


20 - Maio de 1941: Troca de correspondência entre a Sociedade Teatral Bejense e o Comando Distrital da Legião Portuguesa com vista à realização de uma sessão de propaganda Nacionalista no dia 18 de Maio.

 

21 - Maio/Junho de 1941: troca de correspondência entre a S. T. Bejense e a Juventude Católica Masculina com vista à realização de uma acção de carácter social no dia 8 de Junho.

 

22 - 9 de Novembro de 1941: Mensagem de Marcos Bentes (secretário da Sociedade Teatral Bejense) para João Ortiz de Castro e Brito sobre ações do Pax Julia.

 

23 - Fevereiro de 1946: Exibição do filme Os Carrascos também Morrem de Fritz Lang em 2 sessões: às 15 e às 21h. Com Brian Donlevy e Anna Lee.

 

24 -  Março de 1946: Apresentação da Companhia Piero Benardon com os espectáculos Viva o Porto e Alto lá com o Charuto cuja primeira figura era Laura Alves. Também actuaram Dina Teresa, Maria Clara, Olga França, Carlos Alves, José Morais, entre outros.

 

25 - Junho de 1946: Actuação da Companhia de Maria Matos (fala-se em nova visita pelo que se supõe que teria já estado no Pax Julia) com a peça Cuidado com a Bernarda. Actuaram: Maria Matos, Maria Helena, Elvira Velez, Maria Schultz, Miquelina Rodrigues, João Perry, Octávio Bramão, Henrique Pereira e Jorge Grave.

 

26 - Junho de 1946: Atuação da diseuse Brasileira Margarida Lopes de Almeida que teria actuado no Pax Julia há 12 anos atrás (1934). Leu poemas de Guerra Junqueiro, Guilherme de Almeida, Olegário Mariano, Martins Fontes, João de Deus, Filinto de Almeida, Virgínia Vitorino, Alberto de Monsaraz e Fernando Pessoa.


Neste período tinha já terminado a concessão à empresa Castelo Lopes, Lda. Pelo que a Sociedade Teatral Bejense teria que decidir o que fazer com o Teatro: assumir a gestão ou entregar a novo concessionário...


27 - Agosto de 1947: Arrendamento do Pax Julia a Luís Passanha Pereira acionista da Sociedade e proprietário em Ferreira do Alentejo por um período de 19 anos. Entretanto, o Teatro seria totalmente remodelado estando previsto a construção de um terraço para espectáculos no Verão e de um café.

 

28 - 23 Abril de 1950: Cartaz publicitário da exibição do filme Audácia e Toiros com Manuel dos Santos.
Este é o último espectáculo do qual encontramos referência nesta 1ª fase de vida do Teatro Pax Julia. O espaço tinha-se tornado obsoleto e havia necessidade de encerrar para proceder a obras profundas de remodelação. O projeto de Luís Passanha Pereira era ambicioso e nunca foi posto em prática. Conseguimos perceber através de algumas cartas que, mais uma vez, o dinheiro era o problema principal para o avanço das obras, mas a Sociedade Teatral Bejense conseguiu encontrar uma solução. Sabe-se que alguns melhoramentos foram feitos e que o Pax Julia reabriu em 1952 sob a designação de Cine - Teatro Pax Julia.
 

2ª Fase:
1952 - 1990


Após um interregno cerca de dois anos, o Pax Julia reabre ao público logo no início de 1952. Este segundo fôlego durará quase quarenta anos e remete-nos para a memória que muitos Bejenses têm ainda do seu Teatro.


29 - 2 Janeiro de 1952: Reinauguração do Pax Julia sob a designação de Cine - Teatro pela Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro que apresentou as seguintes peças: O Amor precisa de Escola, Essa Mulher e As árvores morrem de Pé.

 

30 - anos  50 (data provável)- Envelope e carimbo do Cine - Teatro Pax Julia com o nº de telefone - 313.

 

31 - Folhetos de filmes exibidos durante o ano de 1952.

 

32 - Folhetos e plantas de ocupação da sala de filmes exibidos durante o ano de 1953.

 

33 - 8 Abril de 1954: Sessão de cinema: Jornal Desportivo, Mestre de Ténis, Rapazes são Rapazes, O Herói dos Domingos (comédia italiana) com Raf Vallone, Cosetta Grego e Marcelo Mastroiani.

 

34 - 1954: Folhetos de 2 dois filmes exibidos: Rosa de Alfama e Tico Tico no Fubá.

 

35 - 1954: Dossier de Impostos sobre espectáculos de 1954 onde podemos ver que Hermínia Silva, Max, João Villaret, Vasco Santana e António Silva actuaram nesse ano, em Beja.

 

36 - 20 Abril de 1954: ofício remetido pela Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho indicando as condições de produção e técnicas para a realização de um espectáculo de beneficência a realizar no Teatro no dia 30 de Abril - Opereta e acto de variedades.

 

37 - Abril de 1955: Folheto: O Prisioneiro de Zenda.

 

38 - 5 Abril de 1956: Folheto publicitário do filme A Sombra com Marta Toren . Planta da sala com anotações da exibição do mesmo filme.

 

39 - 22 de Fevereiro de 1957. Apresentação do espectáculo A Fonte do Amor - Opereta popular em 3 actos e 13 quadros com Maria Paula, Elvira Velez, Maria Adelina, Auzenda Miranda, Álvaro Pereira, Spina, e José Ferreira, entre outros. Tratou-se de um espectáculo que fez muito sucesso a nível mundial com o título A Água que Dança. Era uma combinação de água accionada electricamente, luz e música. A Fonte do Amor foi elaborada com base na Água que Dança.

 

40 - 1957: vários folhetos publicitários.

 

41 - Abril de 1959: Espectáculo de Artes pelo Centro de Desporto, Cultura e Recreio do Pessoal dos CTT com música de Haendel, Freitas Branco, etc. e teatro: Auto Pastoril Português de Gil Vicente e Três Gerações.

 

42 - Outubro de 1962: Folheto da exibição do filme A Noiva com Elsa Daniel e António Prieto.

 

43 - Setembro de 1966/67: Apólice de seguros da Companhia Northern Assurance / E. Pinto Basto Lda. O segurado é a Sociedade Teatral Bejense. O Pax Julia estava avaliado em 2 000 000$00.


Neste período, o Cine - Teatro Pax Julia continuava na lógica de apresentação de espectáculos que, desde início, norteara a sua filosofia: sessões de cinema e, mais esporadicamente, a apresentação de espectáculos teatrais e musicais com figuras consagradas. Por esta altura existia já televisão e muitos dos artistas tinham chegado ao grande público. Também por esta altura Marcelo Caetano assumira o poder. Poucos anos mais tarde, a 25 de Abril de 1974, dava-se a revolução dos Cravos e a liberdade chegou aos portugueses. Entretanto, o Pax Julia tinha sido vendido à empresa Lusomundo que programava, essencialmente, cinema. Por vezes, a sala era cedida para apresentação de outros espectáculos.


44 - 22 Dezembro de 1977: exemplar do jornal Notícias de Beja onde se encontra um aviso da Sociedade Teatral Bejense com sede em Beja para que os accionistas procedam à troca de acções antigas por outras novas. O conselho de administração: Luís Augusto da Silva e Arnaldo Gomes de Almeida.

 

45 - 5 Março 1986: Pedido e cedência do Teatro mediante o pagamento de 50 000$00 + IVA à Base Aérea nº 11 para as Comemorações do Dia da Unidade do Regimento de Infantaria de Beja. Actuação da Orquestra Ligeira do Exército com entradas gratuitas. Sabe-se que o representante do Teatro seria o sr. Francisco Galveias.

 

46 - 17 de Setembro de 1986: Ofício da cedência do Teatro ao grupo Trigo Limpo para o dia 8 de Novembro entre as 15h30 e as 18h30 mediante o pagamento de 35000$00 + IVA.

 

47 - Maio de 1987: Programação cinematográfica do mês.

 

48 - 1989: várias folhas de caixa manuscritas com valores auferidos pela venda de bilhetes da exibição dos filmes: A Face da Morte, O Mestre do Karaté, Chucky - O Boneco Diabólico, O Triângulo de Ferro, Rendição Incondicional, Indiana Jones e a grande Cruzada, Operação Saara, entre outros.

 

49 - Anos 80: notícia da actuação de vários artistas como Rui Veloso, Herman José, Carlos Miguel (o Fininho), Orquestra Gulbenkian e o Grupo Trigo Limpo.

 

50 -  Janeiro de 1990: Folhas de caixa manuscritas da exibição de diversos filmes durante o mês de Janeiro: Vingança Rolante, Regresso ao Futuro II, Cegos, Surdos e Loucos, Os Homens não Choram, entre outros.

 

51 - 4 de Julho de 1990: Revista à Portuguesa com o espetáculo: Ora Bate, Batmanso

 

52 - 2 Novembro de 1990: Último espetáculo musical no Pax Julia com o Fadista Nuno da Câmara Pereira.


3ª Fase: 2005

 

53 - Compra do Pax Julia à Lusomundo pela C. M. Beja. (meados dos anos 90)

 

54 - Abril de 1999: Assinatura do Contrato/Programa com o Ministério da Cultura.

 

55 - Obras (melhoramentos e construção de novos espaços)

 

56 - 17 de Junho de 2005: Reinauguração do Pax Julia sob a designação de Pax Julia - Teatro Municipal com o espectáculo Músicas de Sol e Lua.


A Câmara Municipal de Beja agradece a colaboração de Leonel Borrela, sr. António Serafim e Museu Nacional do Teatro.