Câmara Municipal de Beja

Baleizão



Brazão de Baleizão

Armas 


Escudo de vermelho, um chapéu de ouro, de copa redonda e desabado, em abismo, acompanhado por duas cabeças de touro de prata, realçadas de negro, em chefe, e uma foice do mesmo, em ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas : BALEIZÃO.


Descrição da Freguesia
A freguesia de Baleizão está situada no baixo Alentejo, entre as cidades de Beja e Serpa, tendo uma área de 138,02 km2.


Baleizão está a 13 km da cidade de Beja, sede do Concelho e a 47 km da fronteira espanhola, estando delimitada pelo Concelho de Serpa e Vidigueira, e pelas freguesias bejenses de Quintos, Salvada e Neves.


Os seus limites naturais são a ribeira da Ordearça, afluente do rio Guadiana, e a ribeira da Cardeira.


Segundo os censos 2011, realizados pelo INE, a freguesia tem 902 habitantes, sendo notório o seu decréscimo ao longo dos anos. Até às décadas de 50-60, a população foi aumentando, no entanto a partir da década de 60, com a emigração para o estrangeiro e a migração para as grandes cidades portuguesas, a sua população diminuiu drasticamente.


O sector primário é o sector predominante da freguesia, sendo a cultura da vinha e olival as principais explorações agrícolas, assim como a criação de gado bravo, de onde saem touros para corridas tauromáquicas, não só em Portugal como também no estrangeiro.


A freguesia de Baleizão é conhecida também por Terra de Catarina, este facto deve-se principalmente a Catarina Eufémia, uma trabalhadora rural que foi assassinada em 19 de Maio de 1954 pela GNR, enquanto reivindicava com outros trabalhadores a luta pela melhoria das condições de vida.


A moda dedicada a Baleizão evidencia esse facto: 
"Ó Baleizão, Baleizão/ Ó terra baleizoeira/ Eu hei-de ir pra lá morar/ Queira o teu pai ou não queira"
"Ó Baleizão, Baleizão/ Ó terra de Catarina/ Onde nasceu e morreu/ Com uma bala assassina"

 
 
Orago: Nossa Senhora da Graça
 
População: 912 habitantes        
 
Atividades Económicas:
 Agricultura e Pecuária
 
Património cultural e edificada:
 Igreja de Baleizão, Igreja do Fidalgo, Casa Senhorial com Capela (Monte do Olival), Ermida de São Luís

Moinhos de Água no Guadiana e Moinho de Vento (Ruínas)

Estátua de Catarina Eufémia, Local do assassinato de Catarina Eufémia, Monumento da Liberdade,

Mural dedicado a Francisco Miguel Duarte, Monumento dedicado a Catarina Eufémia e ao Povo,

Monumento do Sagrado Coração de Maria

 

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Gastronomia
Açorda Alentejana, Cachola de Coentrada, Ensopado de Borrego, Migas, Moleja, Tomatada e Vinagrada
Almece, Arroz Doce, Bolos da Amassadura, Bolos Folhados, Cristas e Merendeiros
 
Artesanato
Bordados, Cadeiras em madeira, Meias em linha e Rendas
 
Coletividades
Grupo Coral de Baleizão (Masculino) e Grupo Coral Terra de Catarina (Feminino)
Associação Juventude Baleizoeira, Associação Longitude Zero, Clube de Caçadores de Baleizão e Sociedade Filarmónica 24 Outubro
 
História:
Sede de freguesia muito remota, que na Idade Média se designava de Maleizon e no ano de 1677 de Nª Sª da Conceição a Marileiga, pertenceu, por doação do Mestre de Avis, ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira, o qual doou, em 1386, parte das terras divididas em herdades (uma delas foi do património do Cabido da Sé de Évora), a sua irmã D.Violante Pereira, como dote de casamento com Martim Gonçalves de Lacerda, cuja família subsistiu em Beja até fins do século XVIII e sempre se conservou em linha masculina. Eram os chamados fidalgos ou morgados da Aldeia Velha de Baleizão, mais tarde denominada aldeia de baixo. 
O povoado expandiu-se, e respeitando a tradição, a diligências de um capitão de ordenanças de nome desconhecido, que formou, a partir de setecentos, a Aldeia Nova ou de Cima, e onde se situam a igreja paroquial e o cemitério da freguesia.

 

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