Câmara Municipal de Beja

Salvador


Brasão de Salvador

 

Armas

 

Escudo de prata, com uma águia estendida de negro, lampassada e armada de vermelho, segurando nas garras um molho de espigas de trigo verde, entre duas azinheiras de verde, arrancadas do mesmo; em chefe, um globo crucífero de azul, guarnecido de prata, rematado por cruz de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda de negro, em maiúsculas: BEJA - SALVADOR.

 

População

6590

 

Actividades económicas

Comércio e serviços

 

Festas e Romarias

Santíssimo, procissão do Pé da Cruz e S. Pedro

 

Património

Igreja do Pé da Cruz, Ermida de S. Pedro, Igreja do Salvador, Estátua do Lidador Gonçalo Mendes da Maia, Arco das Portas de Moura e Convento de S. Francisco

 

Outros Locais

Jardim Gago Coutinho e Sacadura Cabral

 

Gastronomia

Migas de porco, sopa de cação, açorda, carne de porco à Alentejana, trouxas-de-ovos, papos de freira, porco doce e toucinho do céu

 

Artesanato

Calçado

 

Colectividades

Associação Cultural e Recreativa Zona Azul e Centro de Cultura e Desportivo do Bairro da Conceição

 

Orago

Santíssimo Salvador

 

É outra das freguesias constituintes da cidade de Beja. Sendo a mais pequena, em área, de todas, com pouco mais do que seis quilómetros quadrados, está rodeada pelas freguesias urbana Santiago Maior, S. João Baptista e Santa Maria da Feira e, fora da cidade, pelas freguesias rurais de Nossa Senhora das Neves e de Santa Clara de Louredo.

 

A sua história está, de forma indelével, ligada à da própria cidade. Salvador participou, apesar da pequena dimensão que regista, nos momentos mais significativos da evolução da Pax Julia dos romanos. Porque contada já por diversas vezes, anteriormente, seguimos por outro caminho.

 

Sobre Salvador de Beja, escreveu Elsa Andrade em "Tempo Livre" de Janeiro de 1998. Um belo texto, que se revestia simultaneamente num singular convite para visitar a freguesia e, afinal de contas, toda a cidade: "É um encanto discreto para descobrir a pouco e pouco, este que abraça as terras de Beja. Mulher recatada, não provoca paixões imediatas, antes um enamoramento suave, daqueles que crescem lentos, descoberta após descoberta, mistérios desvendados um a um no respeito da cadência própria, pois aqui o tempo tem outra dimensão. E essa é a primeira regra para um pleno amor lá se chegará à paixão, porventura louca.

 

A cidade vive num ritmo só seu, um misto inexplicável de calma e vitalidade. Desengane-se o visitante que parte à procura de uma paz pachorrenta, formada numa ilusão de maledicência prolongada por sucessivas gerações que do Alentejo nunca entenderam nada. Beja percorre-se devagar, acreditando firmemente que tudo está "logo ali".

 

Do património edificado da freguesia, destaca-se em primeiro lugar a igreja de Pé da Cruz, que já existia com esse nome em 1499, foi reconstruída na transição do século XVII para o século XVIII. Aliás, confirma este facto a data inscrita na frontaria 1699. Destaque, no seu interior, para o revestimento de azulejos em padrões policromos do século XVII. O arco triunfal é em talha barroca nacional, do mesmo período, bem como a tribuna.

 

O antigo convento de S. Francisco foi fundado em 1268, mas o corpo da igreja só seria concluído em 1703, e a capela-mor em 1726. Pouco resta do seu antigo esplendor, a não ser uma bonita janela gótica, na chamada capela dos Túmulos, e pouco mais.

 

As portas de Moura eram umas das que constituíam ponto de chegada de algumas das principais estradas que aqui convergiam. Em risco de serem derrubadas para sempre, acabaram por ser salvas com uma reconstrução de 1867.

 

Com 5320 habitantes em 1991, segundo o último recenseamento populacional, Salvador de Beja continua em constante crescimento. É uma freguesia tipicamente urbana, que tem como actividade de esmagadora importância o comércio e os serviços.