Câmara Municipal de Beja

Inventário do Património


O Inventário do Património Arquitetónico e Arqueológico do concelho de Beja surgiu da necessidade de se recolher toda a informação existente, que permanecia desconhecida até à realização deste trabalho, com o objetivo de garantir uma correta gestão do património.

Iniciou-se em 2004, pelo levantamento de todo o edificado do Centro Histórico de Beja. Em 2005, seguiu-se uma nova etapa, dando-se início ao levantamento das freguesias rurais, nas duas vertentes: arqueologia e arquitetura.

O trabalho consiste na recolha exaustiva de informação, com registo imediato em base de dados sustentada por sistema de informação geográfica, desenvolvido especificamente para o efeito.
O modelo adotado permite o cruzamento de informação e permanente atualização dentro dos vários sectores da autarquia (obras e planeamento, apoio social, cultura, turismo, proteção civil, etc.).

A abordagem em termos de Gestão Urbanística, potencia a compilação de conhecimentos numa base única, respondendo de modo abrangente ao planeamento, salvaguarda, divulgação e sensibilização.

Veja aqui mais informações.

 

Contactos
Praça da República 7800-427 Beja
Telefone: 284 311 800
E-mail: inventario@cm-beja.pt

 

 

Objetivos

O principal objetivo deste trabalho é o de conhecer a real importância do património existente no território do concelho, compreendendo a fase posterior de análise e diagnóstico sobre a sua conservação e proteção, freguesia a freguesia. Consequentemente obtemos uma base de dados completa, permitindo concentrar vários tipos de informação dos diversos sectores da autarquia.
Com o desenvolvimento do projeto, este foi crescendo, à medida que se discutiam definições e que nos deparávamos com novas necessidades, no que se refere ao que se segue após o tratamento de dados.
Foi nesta fase que foi definido o princípio base deste projeto: «INTERVIR PROTEGENDO, PROTEGER CONHECENDO!».

 

Salvaguarda

Foram definidas orientações genéricas, resultando em documentos orientadores ilustrados, cujo objetivo é distribuir gratuitamente à população, de modo informado e integrado nas diferentes ações de sensibilização realizadas.

 

 

Atualização

Faça aqui o download da Ficha de Edifício e colabore para a atualização sistemática do Inventário. (disponivel para breve)

 

 

Sensibilização

 A proposta de realizar ações de sensibilização veio no sentido de valorizar e consolidar o trabalho realizado no âmbito do Inventário do Património Arquitetónico e Arqueológico do Concelho de Beja, criando canais de comunicação com as populações, e desta forma, afastar a possibilidade da informação recolhida ficar encerrada nos arquivos.
Partimos por isso, para iniciativas com cariz lúdico e didático, rompendo com os modelos tradicionais de apresentação através de diapositivos ou em suporte informático, que muitas das vezes acabam por ser enfadonhos e desinteressantes.

A realização dos “Ateliers de Arqueologia” garante ao público que participa, permanente atividade, assim o processo de aprendizagem realiza-se através da descoberta e do contacto direto com os materiais que constituem a base do trabalho arqueológico.
Um dos principais objetivos destes ateliers é precisamente o de desmistificar a atividade do arqueólogo, permitindo que num ambiente descontraído o público tome contacto com o método científico que orienta todo o processo científico de uma escavação, do estudo do objeto ou ainda a forma como o artefacto tem origem.

As atividades no âmbito do Património Arquitetónico, pretendem a valorização da arquitetura tradicional da região, promovendo-se um olhar aos pormenores arquitetónicos e sistemas construtivos encontrados, introduzindo-se o vocabulário técnico associado.

Apesar de se tratar de uma iniciativa dirigida sobretudo para crianças, as atividades desenvolvidas são abertas à participação e colaboração de pais e avós permitindo uma participação entre diferentes gerações. Desta forma, o património pode ajudar a caracterizar determinado contexto e aportar identidades a indivíduos ou grupos.

 

 

1. Exposições

1.1. Expor Património
Trata-se uma exposição de carácter permanente onde se apresentam sinteticamente os dados recolhidos durante a prospeção arqueológica e o levantamento do edificado, através de cartografia e fotografia, acompanhados por textos explicativos e conclusivos sobre o trabalho realizado.
Os conteúdos são enriquecidos pela produção de folhetos de divulgação e sensibilização apelando à proteção do património arqueológico e arquitetónico, disponíveis no local.
«Expor Património» é uma iniciativa que se pode estender a todas as freguesias, tendo por principal objetivo divulgar e proteger o património local.
Concretização: Albernoa (Inauguração em Dezembro de 2008); Mombeja (Inauguração em Setembro de 2009).

 

1.2. Momentos no Património
Exposição itinerante de fotografia, que surgiu no seguimento do projeto de Inventário do Património de Beja (2005-2010). Ao fim de uns anos a percorrer o concelho de Beja, é dada a conhecer uma perspetiva diferente sobre o Património existente no concelho. Um olhar sobre pequenos pormenores que muitas vezes não se dá grande importância e passam despercebidos ao olhar.
Concretização: Inauguração no âmbito das iniciativas de Semana Aberta 2013, a decorrer (Salvada e Quintos, em Junho de 2013).

 

 

2. Passeios pelo Património
Visita pelas ruas dos aglomerados urbanos do concelho, apelando à participação da população, dando particular destaque a pormenores da arquitetura vernacular, a par da morfologia urbana e sua evolução. Abordam-se também os sítios arqueológicos identificados na envolvente e respetivos achados, contextualizando na história.
Concretização: Semana Aberta - Beringel (Maio de 2013); Semana Aberta - Mombeja (Maio de 2013); Semana Aberta - Salvada (Junho de 2013).

 

2.1. Caminhada pela História
Apenas concretizada numa freguesia, esta atividade previu o desenho de um percurso, em contexto urbano e rural, com paragens identificadas para o reconhecimento de marcos da história.
Concretização: Beringel (Outubro de 2007).

 


3. Brincar com o Património
Atividade composta pela conjugação de Ateliers de Arqueologia e Atividades na vertente do Património Arquitetónico a seguir descriminados, mantendo sempre o diálogo entre as duas vertentes.

 

3.1. Atelier “ Práticas de escavação”
O Atelier “Práticas de escavação” parte da simulação de uma escavação a partir da qual o participante aprende as técnicas de escavação, desenho arqueológico e toda a metodologia cientifica inerente ao processo de escavação.
Grupos a que se dirige: Atividade direcionada para crianças, as quais podem estar acompanhadas por familiares que poderão colaborar em conjunto.
Meios necessários: Recinto ao ar livre para aplicação do contentor de escavação (8m x 6m). Associado à escavação está a aplicação dos restantes elementos como a implantação do crivo e do nível. Serão fornecidos os materiais básicos de escavação, baldes, pás, pincéis, pranchetas para desenho e todo o material para desenho necessário.
Concretização: Festa da Criança 2008 (Junho de 2008); Festa da Criança 2009 (Junho de 2009); Dia da Criança 2012 - Beja (1 de Junho de 2012).

 

3.2. Atelier “O objeto arqueológico”
O Atelier “O objeto arqueológico” permite tomar contacto direto com um dos principais documentos arqueológicos, a cerâmica. A partir de um saco com fragmentos de cerâmica por lavar, provenientes de uma escavação inicia-se todo o processo de tratamento do objeto. Aprende-se a lavar, a marcar e a interpretar o fragmento a partir das tabelas existentes. Na fase final procede-se ao desenho e colagem das partes desintegradas.
Grupos a que se dirige: Atividade direcionada para crianças, as quais podem estar acompanhadas por familiares que poderão colaborar em conjunto.
Meios necessários: Mesas para trabalhar. As cerâmicas serão fornecidas por nós (peças de barro adquiridas propositadamente para o efeito. O material para lavagem, marcação, desenho e colagens será fornecido por nós.
Concretização: Divulgação interna (Fevereiro de 2008); Festa da Criança 2008 (Junho de 2008); Semana Cultural de Santa Vitória (Junho de 2008); Dia da Criança em Albernoa (1 de Junho de 2009); Escola EB1 n.º 5, a pedido de professora de turma de 2º ano (18 de Junho de 2009); Festa de Natal 2010 (Dezembro de 2010).

 

3.3. Jogar e Conhecer
Esta atividade é composta por conjunto de jogos didáticos «Jogar e Conhecer», criados a partir de elementos recolhidos, no âmbito do Inventário do Património Arquitetónico, para cada uma das freguesias rurais. Encontram-se completos os jogos relativos às seguintes freguesias: Beringel, Mombeja, Santa Vitória, Albernoa, Trindade, Cabeça Gorda, Salvada e Quintos.
Composição: 3 puzzles (fotografias da aldeia), 3 jogos de diferenças (seleção de 3 alçados em que são alterados alguns elementos chamando a atenção de pormenores do conjunto), 3 desenhos com números (seleção de perspetivas da aldeia para descobrir unindo os pontos), 1 jogo de memória (compreendendo 6 pormenores da aldeia, para encontrar os pares), 1 sopa de letras (como introdução ao vocabulário técnico, procuram-se termos relacionados com a construção tradicional).
Grupos a que se dirige: Atividade direcionada para crianças, mas também a outras idades.
Meios necessários: Mesas para disposição dos jogos. 
Concretização: Divulgação interna (Fevereiro de 2008); Festa da Criança 2008 (Junho de 2008); Semana Cultural de Santa Vitória (Junho de 2008); Dia da Criança em Albernoa (1 de Junho de 2009); Festa de Natal 2010 (Dezembro de 2010); Dia da Criança 2012 - Beja (1 de Junho de 2012); Semana Aberta - Beringel (Maio de 2013); Semana Aberta - Salvada (Junho de 2013).

 

3.5. Mãos à Obra
Procurando uma vertente mais prática, esta atividade consiste na construção de um banco em taipa, alusivo à memória desta técnica construtiva tradicional, que embora em desuso, ainda está muito presente no edificado do concelho.
Para a sua concretização foi previamente construído um taipal em madeira, a escala reduzida, pelos serviços de carpintaria da autarquia. A colaboração da brigada de obras intimadas foi essencial, pelos seus conhecimentos práticos, demonstrando e orientando a execução da taipa. Foi produzido um folheto explicativo.
A arqueologia também pode estar presente numa vertente educativa, remetendo para a sua origem, no reaproveitamento de materiais na construção, deixando um registo que pode mais tarde ser encontrado, sendo para esse efeito, introduzida uma peça cerâmica no processo de compactação da terra.
Grupos a que se dirige: Atividade direcionada para crianças, supervisionadas por adultos (familiares, professores).
Meios necessários: Espaço livre para construção permanente; Colaboração de profissionais experientes a disponibilizar pela autarquia; Taipal e Terra. 
Concretização: Feira do Idoso em Albernoa (Junho de 2009); Semana Aberta - Mombeja (Maio de 2013).